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NA CONTRAMÃO DA CRISE No Rio, cosméticos e perfumaria sem perder o ritmo
27/03/2009
Fabricantes mantêm ou ampliam investimentos, apostando que brasileiro não se deixará de se cuidar. Previsão é crescer até 30%

Sem depender do crédito para puxar suas vendas, a indústria de cosméticos espera passar ao largo da crise ou sentir bem menos os efeitos da freada global. Otimistas, as fabricantes de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal com sede no Rio vêm mantendo os investimentos deste ano.
Apesar de ainda não ter fechado os números de 2008, a Associação Brasileira de Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) estima que o faturamento de setor em 2008 tenha chegado a R$ 21,2 bilhões, com um aumento de 8,6% em relação ao ano anterior.

Uma das empresas do Rio que afirma não ter do que reclamar é a tradicional Granado, detentora das marcas Granado e Phebo. Segundo a diretoria Sissi Freeman, o aumento nas vendas em 2008 foi de 21% em relação ao registrado em 2007, com faturamento de R$ 120 milhões. Para este ano, a previsão é crescer novamente 21% com abertura de lojas e lançamentos de produtos.

- Acredito que os setores mais afetados são aqueles que necessitam de financiamento por parte do consumidor. Nesse caso, as pessoas buscam compensações – diz Sissi.

Eliana Brenner, presidente da Dermatus Cosmética médica, pensa da mesma forma:
- Assim como toda empresa atenta ao cenário econômico, acreditamos que o mundo passa, atualmente, por um momento importante. Mas sabemos que os brasileiros não deixam de se cuidar. E nosso investimento em novos negócios e em lançamentos será contínuo – adianta Elaine.

Grupo investe R$ 8 milhões em nova fábrica
O presidente da fabricante Niely, Daniel de Jesus, diz que dezembro de 2008 foi o melhor dezembro dos 22 últimos anos para a companhia. Para 2009, a previsão é crescer 30%.

O Grupo Suissa, com duas plantas em Nova Iguaçu, está investindo R$ 8 milhões em nova fábrica. A previsão de crescimento das vendas este ano é de 25% com o lançamento de 12 linhas de produtos.

Jomar Beltrame, vice-presidente da Embelleze, é mais um que está esperando alta nas vendas, já que o consumidor de seus produtos não depende de crédito para comprar. Beltrame prevê crescimento de 30% no faturamento este ano.

- Além disso, estamos expandindo a marca no mercado internacional com a implantação de centros técnicos em países como Venezuela e Estados Unidos.

O presidente do boticário, Artur Grynbaum, diz que as estimativas da empresa apontam para expansão de 18% no faturamento da marca em 2008 em relação a 2007. Para 2009, estão nos planos da empresa a abertura de cem lojas.

- Em relação à crise, estamos atentos. Mas o setor em que atuamos não depende de financiamento – reforça.

Jornal O Globo - 08-02-2009
Caderno de Economia - Erica Ribeiro
 
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